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postheadericon Instruções Bíblicas para o voto consciente (II Coríntios 6:14-7:1)


Tema: Ética Cristã

Texto Bíblico de:

II Coríntios 6:14-7:1

6:14- Não vos ponhais em jugo desigual com os incrédulos; porquanto que sociedade pode haver entre a justiça e a iniqüidade? Ou que comunhão, da luz com as trevas? 15- Que harmonia, entre Cristo e o Maligno? Ou que união, do crente com o incrédulo? 16- Que ligação há entre o santuário de Deus e os ídolos? Porque nós somos santuário do Deus vivente, como ele próprio disse: Habitarei e andarei entre eles; serei o seu Deus, e eles serão o meu povo. 17- Por isso, retirai-vos do meio deles, separai-vos, diz o Senhor; não toqueis em coisas impuras; e eu vos receberei, 18- serei vosso Pai, e vós sereis para mim filhos e filhas, diz o Senhor Todo-Poderoso.

7:1- Tendo, pois, ó amados, tais promessas, purifiquemo-nos de toda impureza, tanto da carne como do espírito, aperfeiçoando a nossa santidade no temor de Deus.


Introdução:

Estamos vivendo um momento muito importante para o futuro da nossa nação. As eleições não podem ser encaradas com descaso, principalmente pelos cristãos. Se votarmos inconseqüentemente a nação sofrerá as conseqüências... a própria Igreja sofrerá as conseqüências.

O cristão precisa se manifestar de forma responsável e clara. A Igreja do Senhor Jesus não poder ser partidária, contudo ela não é apolítica. Ela tem voz, e essa voz deve ser proclamada de maneira ética diante da sociedade.


Narração:


No texto lido, encontramos o Apóstolo Paulo instruindo a Igreja em um período em que muitos falsos profetas tentavam influenciar o povo de Deus à imoralidade e à perversidade. Muitos dos que se diziam cristãos mantinham práticas pagãs. Falavam em nome de Deus, apresentavam suas filosofias, mas no fundo, só queriam subverter a verdade e afastar o povo da pureza e da simplicidade do Evangelho de Cristo.

Assim também nós estamos vivendo nos nossos dias um momento em que muitos candidatos apresentam-se como sendo a solução para o povo. Fazem promessas, apresentam programas de governo fantasiosos, usam o nome de Deus em seus discursos, mas em muitos dos casos, isso tudo é somente um estratagema para que consigam eleger-se e tirar proveito do cargo público para usufruto próprio.

Mas como os cristãos podem ajudar a nossa nação nesse momento tão importante para a sociedade? Como nós, com o poder do nosso voto podemos ajudar na construção de um sistema político mais justo? E é à luz desse texto da Palavra de Deus que tiraremos hoje algumas:

Título:

INSTRUÇÕES BÍBLICAS PARA UM VOTO CONSCIENTE

1o) Não colocar-se em Jugo desigual na hora do voto:

(V.14a: Não vos ponhais em jugo desigual com os incrédulos...)


O que é o jugo desigual? O jugo desigual é o associar-se com o ímpio em seus projetos e atitudes desconsiderando que, como cristãos, pertencemos ao Senhor e, por conta disso, seremos cobrados como filhos de Deus.

O texto nos instrui a não compactuar com a iniqüidade e nem associar-se de forma a nivelar-se, a tornar-se um com o iníquo. Não colocar-se em jugo desigual é compreender a nossa responsabilidade cristã e saber que as coisas que o cristão considera santas o incrédulo não considera, logo, não podemos andar juntos, de mãos dadas, pelos mesmos caminhos.

Não temos como desconsiderar o que temos ouvido da Palavra, pois só o fato de termos acesso ao conhecimento desta Palavra já nos traz responsabilidades como nos afirma o Apóstolo Pedro em II Pedro 2:20-22: 20- Portanto, se, depois de terem escapado das contaminações do mundo mediante o conhecimento do Senhor e Salvador Jesus Cristo, se deixam enredar de novo e são vencidos, tornou-se o seu último estado pior que o primeiro. 21- Pois melhor lhes fora nunca tivessem conhecido o caminho da justiça do que, após conhecê-lo, volverem para trás, apartando-se do santo mandamento que lhes fora dado. 22- Com eles aconteceu o que diz certo adágio verdadeiro: O cão voltou ao seu próprio vômito; e: A porca lavada voltou a revolver-se no lamaçal.

Prestemos atenção nisso amados: o que esse texto nos diz é que se tivermos o conhecimento da Verdade de Deus e ainda assim agirmos em desacordo com essa Verdade, o nosso estado espiritual se torna deploravelmente pior do que antes de recebermos a revelação da Verdade. O Apóstolo Pedro ainda é enfático em nos dizer que melhor seria que nem tivéssemos o conhecimento da Verdade, do que conhecermos e não atentarmos para ela.

No que se refere ao tema proposto na nossa mensagem, o jugo desigual ocorre quando votamos ou trabalhamos para a eleição de pessoas que não professam os valores cristãos nos quais nos estribamos e nem crêem nos princípios Bíblicos em que cremos.

Isso nos torna tão iníquos quanto estas pessoas. É como se estivéssemos abrindo mão da nossa fé e prestando culto ao deus desse século, desse mundo; pois passamos por cima dos valores da Palavra de Deus em favor de uma pessoa ou de um sistema corrompido pelo pecado.

A segunda instrução Bíblica para um voto consciente é:

2o) Compreender que a Justiça do Reino de Deus é contrária à Iniqüidade vigente no mundo:

(V.14b: ...porquanto que sociedade pode haver entre a justiça e a iniqüidade? Ou que comunhão, da luz com as trevas?)


VÍDEO ILUSTRATIVO SOBRE A INIQÜIDADE:

video

Como bem demonstrado no vídeo que assistimos, a iniqüidade é o ‘modus operandi’desse mundo. É a iniqüidade que dá voz à pós-modernidade e ao relativismo dos valores absolutos de forma que a ação de cada indivíduo é regida pela sua própria verdade gerando uma completa desconsideração pelos valores do outro e, principalmente pela Palavra de Deus. (como vimos sendo relatado no vídeo)

O Pr. Paschoal Piragine Jr., da PIB de Curitiba define iniqüidade desta forma:INIQÜIDADE é quando se está tão acostumado com o pecado que já não mais sente vergonha em pecar, passando o pecado a ser algo tremendamente natural no viver.

E quando a iniqüidade atinge o seu ápice, o coração do homem fica endurecido a tal ponto que ele não consegue mais a reconhecer que algo seja pecado, assim como ocorreu com o povo nos tempos do profeta Malaquias (Ml.1:1-14).

Estamos vivendo um momento onde muitos dos que buscam os nossos votos estão querendo instituir a iniqüidade em forma de lei – como assistimos no vídeo – e precisamos atentar para isso.

Muitas denominações Evangélicas juntamente com seus pastores e líderes bem como a CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), estão posicionando-se contra essas formas de iniqüidade que podem ser legitimadas nacionalmente, uma vez que os parlamentares que forem eleitos as aprovem. Veja alguns atos de iniqüidade que devem ser combatidos pelo voto cristão consciente:

1) A estatização e proteção ao pecado com a lei da mordaça: Com essa lei aprovada haverá a criminalização dos cristãos que pregarem biblicamente contra a homossexualidade, dizendo que ela é um pecado diante de Deus não sendo um padrão de conduta aceitável para a Igreja cristã. Com essa lei aprovada eu seria preso por dizer isso a vocês. Eu e os pastores desse programa seríamos considerados criminosos por não aceitarmos a conduta homossexual, ainda que respeitemos a opção de cada um.

2) A desconstrução da família: Isso se dará com a aprovação da lei que reconhece a união estável de pessoas do mesmo sexo como sendo a instituição de uma família normal. Assim, casais de homossexuais poderão “casar-se” e até adotar filhos se o quiserem.

3) A legalização do aborto indiscriminado: Essa lei, se aprovada, permitirá que o aborto seja feito em qualquer período da gestação e por qualquer motivo que seja. Se, porventura, um casal de namorados quiser reparar um “erro”, se a grávida não tiver condições de criar a criança, enfim, qualquer que seja o motivo, mesmo os mais descabidos e fúteis estarão amparados pela lei. Isso apela para o direito do adulto em detrimento do direito da criança, ainda que seja um feto. Desconsiderando a vida do infante de forma egoísta e perniciosa.

4) A institucionalização da imoralidade: Que, inclusive já está sendo implantada com a distribuição de preservativos nas escolas para os nossos adolescentes induzindo-os a uma conduta sexual perversa e fora dos padrões Bíblicos pré-estabelecidos por Deus em vez de ensiná-los a valorizarem a si mesmos e aos outros.

5) A permissão do infanticídio indígena: onde milhares de crianças indígenas de nosso País estão sendo enterradas vivas por terem nascido com algum defeito físico, ou por serem gêmeas, ou, até mesmo por serem consideradas pelo pajé como tendo nascido sem alma. Precisamos de políticos que votem a favor da lei MUWAJI, que impede essa bestialidade firmando que “o direito à vida é maior do que o direito do índio em manifestar sua cultura”.

Amados, precisamos nos posicionar firmemente diante de cada uma dessas questões, pois a iniqüidade tem o poder de esfriar o amor do coração dos homens, como Jesus nos afirma emMateus 24:12: E, por se multiplicar a iniqüidade, o amor se esfriará de quase todos.”

Quando não consideramos a iniqüidade, corremos o risco de vê-la produzindo a desvalorização do outro levando as pessoas a agirem motivadas pelo egoísmo e pelo bem próprio. Daí vem o avanço da pedofilia, da violência doméstica, de pais matando filhos e filhos matando pais... Tem misericórdia de nós, Senhor.

Os valores do Reino de Deus consideram a todos de igual modo, produzem justiça social, contudo não compactuam com o pecado em nenhuma de suas formas. E para nós, cristãos, essa justiça vai muito além dos conceitos simplistas de certo e errado; de pode ou não pode. A justiça cristã é pautada nos valores do Reino de Deus (Rm.14:17: Porque o reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, e paz, e alegria no Espírito Santo.) e essa justiça cheia de paz e do Espírito Santo, nos traz a responsabilidade de assumirmos uma postura diferenciada diante da nossa sociedade.

Observemos agora alguns atos de justiça que temos que assumir e praticar nesse pleito eleitoral:

1) Devemos votar responsável e conscientemente: assuma o desafio de analisar as propostas dos candidatos e partidos, ore pedindo discernimento a Deus; ore em favor do seu candidato e ore para que Deus tenha misericórdia nos nossos líderes e da nossa nação.

2) Devemos fugir do pragmatismo: não votando inconseqüentemente, simplesmente porque algum conhecido, ou o líder da nossa Igreja vai votar nesse ou naquele candidato. O voto é individual, é a sua voz declarando a sua vontade nas urnas. Precisa ser um ato pensado e responsável.

3) Não devemos votar em branco: pois o voto em branco é um voto a menos para o candidato honesto que pode ajudar na nossa sociedade. Votar em branco é como dizer: tanto faz qualquer um que ganhar está bom. Agindo assim estaremos colaborando com todo o mal que tentamos combater.

4) Não devemos anular propositalmente o nosso voto: segue-se praticamente a mesma linha do voto em branco ajudando o que não queremos eleger a ser eleito.

5) Não podemos jamais negociar o nosso voto nem votar em políticos que tentem comprar-nos: isso é prostituição política. Alguém que queira comprar o seu voto hoje já está demonstrando que tem um caráter duvidoso e que está disposto a qualquer coisa para alcançar seus objetivos pessoais.

6) Não devemos votar em políticos que estão comprometidos em promover a iniqüidade: Isso é de suma importância. Se um candidato não está compromissado com os valores que temos por preciosos diante da Palavra de Deus e da sociedade, não vote nele. Se esse candidato está a favor daquilo que destacamos como iniqüidade:

a) Criminalização dos contrários à homossexualidade;

b) Desconstrução da família;

c) Aborto;

d) Imoralidade;

e) Infanticídio indígena.

Por fim, a terceira instrução Bíblica para um voto consciente é:

3o) Separar-se de toda forma de impureza:

(V.17: Por isso, retirai-vos do meio deles, separai-vos, diz o Senhor; não toqueis em coisas impuras; e eu vos receberei,...)


A separação proposta aqui pela Palavra de Deus não é necessariamente uma separação de pessoas, mas sim de condutas, de conceitos, de práticas que sejam divorciadas do cristianismo.

O problema vigente em Corinto à época do Apóstolo Paulo era que muitos líderes populares se autodenominaram profetas e mestres, passando a usar inescrupulosamente o Nome do Senhor para ludibriar ao povo, contudo, continuando na prática da iniqüidade, como era o caso dos Helenistas radicais, dos Nicolaítas, adocionistas e gnósticos.

A Palavra de Deus nos instrui aqui não a não nos relacionemos ou não conversemos mais com quem não professa a nossa fé, mas sim que não compactuemos com suas atitudes se as mesmas forem iníquas.

Ainda no capítulo 7:1 vemos A Palavra nos afirma: “Tendo, pois, ó amados, tais promessas, purifiquemo-nos de toda impureza, tanto da carne como do espírito, aperfeiçoando a nossa santidade no temor de Deus.” A Palavra nos mostra que não podemos nos associarmos aos ímpios por conta das promessas Bíblicas de que, em Cristo Jesus, somos filhos de Deus, e como tais, não podemos dar a mão à impiedade. Isso significa que não devemos nos aconselhar de acordo com a impiedade, não devemos andar pelos caminhos da impiedade, não devemos nos assentar para contar as mesmas piadas fruto da impiedade e rir-se delas.

É exatamente disso que nos fala o Salmo 1:1-2: 1- Bem-aventurado o homem que não anda no conselho dos ímpios, não se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores. 2- Antes, o seu prazer está na lei do SENHOR, e na sua lei medita de dia e de noite.

A nossa ética cristã ainda nos mostra que não podemos agir com hipocrisia:

1) Condenando a corrupção, mas sendo corruptos (dando propinas, furando filas, pagando o guarda para não sermos multados...)

2) Não podemos condenar a imoralidade e sermos nós mesmos imorais, por exemplo, consumindo pornografia nas suas mais variadas facetas.

3) Não podemos condenar a ganância e sermos avarentos e amantes do dinheiro (vivendo em função de adquirir posses).

Agindo assim, além de votarmos conscientemente ajudando a nossa nação, ainda brilharemos como luzeiros de Deus neste mundo perverso. (Fp.2:15: vos torneis irrepreensíveis e sinceros, filhos de Deus inculpáveis no meio de uma geração pervertida e corrupta, na qual resplandeceis como luzeiros no mundo...)

Conclusão:

Amados, a Palavra nos exorta claramente no verso 16: “Que ligação há entre o santuário de Deus e os ídolos? Porque nós somos santuário do Deus vivente, como ele próprio disse: Habitarei e andarei entre eles; serei o seu Deus, e eles serão o meu povo.” Nós somos santuário de Deus, e como tal devemos nos afastar de todo tipo de paganismo, seja ele cúltico ou institucionalizado.

É fato que a nossa esperança não está nesse mundo, nem nas instituições, nem nas pessoas, nem nos governos, e sim no Senhor; contudo isso não nos exime da nossa responsabilidade como cidadãos e crentes de votarmos conscientemente.

Aplicação:

Que nessas eleições nós, como filhos de Deus e cristãos fiéis, atentemos para os conceitos da Palavra, tanto no que se refere à nossa ética ao votar, quanto ao que se refere em analisarmos as propostas dos nossos candidatos e a ideologia dos seus partidos.

Lembre-se:

1) Ore antes te votar;

2) Analise a vida e as propostas do candidato escolhido;

3) Veja a ideologia do partido escolhido;

4) Vote com seriedade e consciência;

E que todos nós fujamos de todo tipo de iniqüidade, seja ela pessoal ou institucional e que o Senhor ilumine nossas vidas e nos dê o direcionamento do seu Santo Espírito.

Em Cristo Jesus. A quem seja toda a Glória, Honra e Louvor por toda a eternidade. Amém.


Rev. Alessandro Capelari.


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